quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Meus olhos não são os mesmos

Quando acordei e olhei de frente ao espelho fiquei impressionada.
Nunca tinha visto meu rosto tão inchado, meu cabelo tão feio, minha pele tão descuidada. Os meus olhos que eram minha atração, agora estavam sem brilho. 
Têm coisas que nos maltratam muito mais que uma doença.
Têm coisas que nos matam, sem precisar de muito.
Sinto dores por todo o meu corpo.
E no coração onde deveria sentir algo, só o vazio. 
Vejo roxos em partes do meu braços, resquícios da raiva da noite passada.
Ainda sinto o gosto do veneno em minha boca. 
Me sinto de joelhos em frente a um precipício, com as mãos cravadas no chão, só mais um pouco para eu cair. 
Procuro sentido nas coisas que fiz por amor, no que ainda estou insistindo em viver. 
Nada caminha para o certo.
É hora de matar essas minhas dores, minha aflição, esquecer do que sinto, do que senti.
Vou me embriagar, mesmo que isso seja só uma ilusão. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Nunca há de existir razões suficientes

Eu já tive depressão uma vez, e o que me fez entrar foram palavras, um pouco de atitudes também, mas sem as palavras essas atitudes não seriam tão ofensivas. 
As pessoas deveriam ter um pouco de noção o quanto palavras doem, elas podem curar também, mas quando elas rasgam, deixam feridas que sangram por meses.
Eu me lembro de tudo que me falavam, de quanto eu era feia, menosprezável, que eu deveria "acordar para a vida", que eu não fazia nada certo, que eu era falsa. Levei ofensas muito sobre minha aparência, acusações sobre coisas que não fiz, me faziam da pior pessoa do mundo, sem eu ter feito nada.
Nunca cheguei a me machucar fisicamente, mas já senti vontade de me matar. 
Depois que passei disso as ofensas nunca pararam, mas eu me sentia mais forte para enfrentar tudo isso, para aprender a ignorar, ou revidar do meu jeito.
Hoje já é menos, mas ainda incomodo muita gente, não sei por qual razão, porém, atualmente eu faço é rir.
Hoje as únicas palavras que me machucam são das pessoas que eu amo e que dizem que me amo. 
E você escutar coisas horríveis sobre você por quem você antes teria escolhido passar o resto da vida, é o mesmo que me cortar o coração inteiro. E o meu coração está em pedaços, se isso é possível. A forma como tudo aconteceu hoje, não consigo nem dizer o quanto magoada eu estou, ou culpar alguém além de mim.
Sinceradidade é sempre bem-vinda, mas tudo depende da forma que é dito. Sinceridade com amor é bom, sinceridade com ódio é homicídio. 
Eu não consigo perdoar quem me fere assim, não consigo enxergar esse amor através das palavras de ódio, não cabem esse dois sentimentos no mesmo lugar.
Logo eu, que sempre tentei cuidar bem de quem eu amava, apesar de estar um pouco áspera ultimamente, mas que não ficaria depois de tanto ser magoada? Estar bem é um processo e para eu estar 100% vai demorar algum bom tempo. 
Eu nunca menti sobre minhas mágoas, o que passei, sempre avisei os motivos de eu poder ser um pouco amarga.
Mas me machucar daquele jeito, ninguém tinha o direito. Falar palavras de ódio, me atingir da pior forma e se justificar com amor.
Mas tudo bem, não há motivos para eu chorar, para gritar de raiva e querer me dopar tentando ficar bem. Afinal eu merecia, quem não merecia tanto ódio assim? 
Eu sou uma ingrata, tenho que aproveitar a sinceridade de quem me ama na forma que ela vier, pois ela não vem todo dia. 
Eu tenho que estar bem de qualquer jeito , não há razões para se magoar, nunca há. 

sábado, 23 de agosto de 2014

Relatos do primeiro dia

Caro leitor, eu estou passando por uma parte dificultuosa da minha vida.
Eu não sei se eu nasci para amar um só alguém ou se nasci para ficar sozinha.
Mas minha relação está desgastada, eu não sei mais o que fazer.
O fato é que eu estou tão perdida em todas as aéreas da minha vida.
Sabe o que é mais frustrante? Você vê quem te machuca se dar bem e você, pobre de tão inocente, só se ferra.
Parece que a vida faz de propósito, "seja boa, mas você vai sofrer".
Já passei por tantos processos de aceitação, sempre acho que tenho que aceitar o que a vida me proprorciona, não que eu vá aceitar tudo, mas quando eu tento, tento, tento mudar e nada resolvo, eu acho que é para ser assim mesmo. 
Porém alguns dias depois eu esqueça que eu aceitei e volte a tentar.
Estou no primeiro dia de um tempo que eu pedi a ele, e só me vem questionamentos do que eu sou, para onde eu vou e de onde eu vim. Faz parte do processo.
Eu ainda o amo, outro fato.
Eu estou escutando e sei que vou escutar pelo resto da tarde "Diamonds are forever" na interpretação de Arctic Monkeys. E acredite, eu não enjôo. 
No momento eu me sinto perdida, mas não me sinto triste, nem alegre, me sinto "sei lá".
Já pensei no término várias vezes, e toda vez que penso, penso também na minha família, no que a gente construiu de bom um para o outro, em mim, nele. São vários fatores que me levam sempre a me questionar se o término é o melhor.
Eu nunca tive tanto problema para terminar um relacionamento, mas esse eu tenho. 
E eu tenho que pensar em mim também, no que eu passei por causa dele, como ele ainda faz merda, como eu estou magoada, como eu não consegui perdoar muita coisa, como eu sempre acho que eu fiz mais por ele do que ele está tentando fazer por mim.
Ah! Outra coisa! Ele não está tentando me reconquistar, e isso está me matando. Porque é como se eu tivesse um melhor amigo que não se esforça para fazer merda comigo e só. Não tem a mesma paixão do começo. 
Existem tantas coisas que me matam.
Eu não desejo a ninguém o que eu estou passando. Eu não queria estar passando por nada disso. 
Isso fode comigo de várias maneiras. 
Eu espero que tudo isso acabe em breve, toda essa agonia, todas essas dúvidas, eu realmente não pretendo continuar assim por muito tempo. Já aguentei tanto. Não aguento tanto mais. 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Inibria o amor quem há em mim

Eu posso sentir o cheiro do feromônio inebriando a casa. 
Escutar seus passos, você, sei cheiro chegando casa vez perto de mim.
Como forte que sou, não gosto de vinho, e então você me entrega um copo de cachaça, tomo um gole, dois, três, quatro e você já está ansioso.
No quinto gole você já esquece de me esperar, beija meu pescoço, me segura forte, me acaricia.
Está tocando Aerosmith, você sabe muito bem que rock escolher para cada humor meu. Você conhece tão bem a minha mente quanto conhece o meu corpo. 
Você começa a me beijar, calorosamente, eu retribuo os beijos, as carícias, as mãos fortes.
Me senta em cima da mesa, tira minha blusa, mas você já está sem, está apenas com uma calça longa de algodão, bem confortável.
Nós continuamos nos amando mais forte.
Eu me levanto, Aerosmith ainda está a tocar, o que me leva a dançar para você, fazendo suas mãos passarem por o meu corpo, por minhas curvas. Enquanto meus quadris se movimentam no ritmo da música, de um lado para o outro, você os segura e os aperta forte me desejando casa vez mais. Eu fico de costas para você, dançando mais e mais para você, enquanto você tem a oportunidade de acompanhar a dança não só com os olhos, mas com o seu corpo e suas mãos.
E assim eu vou te levando até o quarto, e tiro toda a minha roupa para você, ainda acompanhando a música, mas não só tiro a minha como faço questão de tirar a sua. 
Por mais que a gente sempre acabe no chão, poderíamos começar pela cama. 
Aí então começa o frenesi.
Mãos, unhas, dentes, boca abertas, bem abertas para gemer, gritar, recuperar o ar.
Suor, curvas, músculos, veias, carne, força, prazer.
Posições, paixões, vai e vem, rola, mudar, fazer.
Oscilações, paradas, continuações, aumenta, diminui, não para.
Continua... 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Meu mundo ficou melhor

Ela sempre ficava surpreendida quando encontrava um homem especial. Mas o que seria um "homem especial" para ela? 
Depois dela sofrer tanto por outros, um homem especial era apenas um homem doce, gentil, amável, carinhoso, sincero, e o mais importante de tudo: inofensivo.
Para quem vive em uma eterna defensiva é estranho achar alguém tão bom, de coração tão puro, de uma alma tão boa, um sorriso tão sincero, de um abraço tão bom.
Ela que estava e ainda está tão acostumada com julgamentos, com olhares de reprovação, com culpas que não existem.
Ela que carrega os pedaços de seu coração partido no seu bolso.
Ela que não espera muito de ninguém, e está acostumada com as coisas ruins que a acontece.
É tão bonito ver que ela pode ver em alguém a esperança de que ainda existem pessoas boas.
E é engraçado, porque mesmo com todas essas características ela não pense nele de uma outra forma, não só porque seu coração não aguenta nenhum outro amor, mas porque seres assim a gente nem tenta mudar nada, nada! A gente só cuida.
Seres assim, ajudam sem perceber, acalmam sem querer, consertam coisas quebradas só por amar. 
O mundo já ganhou alguém assim faz tempo, ela só descobriu esse alguém agora.
Ela vai dormir todos os dias um pouco mais aliviada.
Ah! E como vai...

sábado, 12 de julho de 2014

Você me entende?

Eu não sei qual o seu problema, eu nem sei se eu gostaria de saber.
Eu só sei qual o meu, o meu é você.
Eu sou completamente apaixonada por você, eu sou boba, eu sou louca, eu amo você de verdade.
Me dói saber que você sofre de algum jeito, me dá vontade de te abraçar, te proteger, te guardar, para nada mais te ferir. 
Existem mulheres que nasceram com a condição de ser mãe, mas acho que o que fizeram comigo foi sacanagem, porque não vejo uma pessoa mais protetora que eu, alguém que faça de tudo por quem ama mesmo que esse alguém erre. Honestamente só vejo sentimentos assim em mães, por isso digo que nasci com um sentimento de uma. 
Eu te amo tanto que chega a doer. 
Eu te amo tanto que eu passaria por tudo de novo só por você, só para você aprender, só para no final do dia a gente se amar.
O que me mantém aqui é só o amor, é por saber que você já cuidou tanto de mim, já fez tanto por mim, assim como eu busco sempre fazer por você.
Chorei tanto por não poder passar mais um dia com você antes de você ir embora, chorei feito criança, como se tivessem levado uma parte de mim junto.
Então, volta melhor pra mim? 

Onde está a cura?

O que é essa dor dentro de nós?
A dor que habita em mim tem nome.
Ela faz minha pulsação aumentar, minha dor de cabeça surgir, os retratos quebrar.
A dor que eu sinto dentro de mim só não consegue ser maior que meu amor, que mesmo que esse nome esteja debaixo de chuva sofrendo, eu ainda sinto compaixão por ele, a dor mesmo que sobreviva, não é maior que meu amor.
A dor que eu sinto me faz olhar para os cacos de vidro do retrato quebrado ao chão, me faz desejar coisas ruins. Me lembra que eu não sou tão diferente desses cacos. Me lembra dos meus pedaços, e eu não sei se esse nome ou outro irá de juntar minhas partes. 
Depois de tanta dor eu não sei mais o que é certo, abandonar esse nome ou persistir para que dê certo. 
Mas que pena que na dor não existem respostas. 
Quem dera... Quem dera eu soubesse e conseguisse me curar.